CreepyPasta Matéria #010 Easter Egg Snow on Mr.Silver

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    CreepyPasta Matéria #010 Easter Egg Snow on Mr.Silver

    Mensagem por Convidado em Seg Jan 02, 2012 1:18 pm

    EasterEgg Snow on Mr.Silver.

    Spoiler:


    Então, meu irmão e eu meio que crescemos com Pokemon. Muitos garotos
    fizeram isso por aqui. Isso funcionou perfeitamente para nós, já que,
    cada vez que uma nova geração saia, um de nós recebia uma versão e um de
    nós recebia a outra. Visto que nossa mãe gostava de nos estragar um
    pouco, tínhamos um terceiro jogo. A princípio, isso vai soar como uma
    história agridoce sobre dois irmãos que crescem com um par de jogos que,
    eventualmente, irá levá-los para duas estradas diferentes... Bem, é um
    pouco mais do que isso.

    Os anos se passaram e continuamos
    colecionando. Gameboys ficaram velhos; foram substituídos. Os cartuchos
    foram jogados fora, pegamos novas cópias. Mas começamos a seguir
    caminhos completamente diferentes antes de R/S/E sair. Veja bem, meu
    irmão passou a usar Gameshark. Tínhamos ouvido todos os hacks e cheats
    que você poderia imaginar, e como fazê-los, mesmo que começássemos o
    jogo um pouco mais tarde, isso soava legal.

    Nosso primeiro
    cartucho era do meu irmão, uma versão Blue antiga. Nós apenas jogamos
    com ele um pouco, nada grave. Mas acabamos ferrando com o cartucho.
    Depois de adicionarmos dois códigos, ele estragou completamente e
    tornou-se impossível de jogar. Ficamos chateados no começo; meu irmão
    lamentava pela perda de suas horas de trabalho, e eu compreendia. Eu lhe
    disse: "Está tudo bem, podemos substituí-lo, eu acho. Gamesharks
    estúpidos são um desperdício de dinheiro."

    Mas, a partir daqui,
    finalmente nossos caminhos se separaram. Depois da confusão que houve
    com a versão Blue, eu fiquei contra a ideia de usar hack ou cheat em
    meus jogos. (O que eu posso dizer? Eu sou uma pintinha, tenho
    sentimentos com os pequenos bichos de pixel.) Pelo menos com Gameshark.
    Mas meu irmão havia levado a destruição do seu jogo como um desafio
    pessoal ou algo assim, não acho que ele já tenha jogado algo sem hackear
    de alguma forma. Sim, nós jogamos uma *** de Pokemons, cara. Mas para
    nós não há muito o que fazer; vivemos em um lugar sem muitas crianças, e
    os agricultores não as querem em suas propriedades. Desta forma, nós
    jogamos Pokemon no gramado quase todo o dia, todos os dias. É divertido
    para nós, pelo menos.

    Perdemos o Gameshark quando nós mudamos de
    quarto. Um novo anexo foi construído em nossa casa e ele desapareceu na
    bagunça da *** que entulhava dentro do novo closet.

    R/S/E chegou,
    e depois de brincarmos algumas vezes, estávamos de acordo que tinha
    algo faltando nele, em comparação com a última geração. Nós estávamos
    tentando jogar de forma honesta, e apesar de termos terminado, nos
    deixou com uma boa e velha nostalgia. Onde estavam os nossos velhos
    cartuchos G/S/C? Demorou um mês para vasculharmos as caixas, mas
    finalmente encontramos uma porrada de jogos e aparelhos eletrônicos
    antigos: meu antigo Game Boy Color roxo ainda funcionada, o vermelho
    dele não estava com as baterias no lugar. Nossos GBAs estavam bem, as
    extensões e os cabos de ligação - aqueles com um pequeno conector no
    meio - estavam embrulhados cuidadosamente para evitar desgastes e serem
    condenado ao lixo, como nosso antigo cabo.

    Nós pegamos tudo o que pudíamos. Foi tão bom ter Yellow (que tinha sido o meu primeiro jogo e o mais caro), Red e Gold de volta.

    Logo
    fomos verificar nossos arquivos antigos, tendo nossas velhas memórias, e
    percebemos que as coisas das primeiras gerações eram muito nostálgicas
    para nos livrarmos. Eu recomecei Gold, ele recomeçou Silver.
    Imediatamente, ele pegou o Gameshark na caixa e colocou-o na parte de
    trás do GBA. Eu apenas balancei a cabeça para ele. E lembro de ter dito:

    - Essa coisa vai matar seu jogo, você sabe.

    Ele
    nunca gostava quando eu pregava sobre o "abuso de pixels". Fechei minha
    boca depois disso, mas o deixei de lado. Eu achava que apenas uma vez
    era demais; eu deveria manter meus pensamentos para mim mesma,
    realmente...

    Era dois dias depois do ocorrido. Eu estava na
    varanda, Game Boy na mão, prestes a ir para o E4, quando percebi que
    precisava de uma ajudinha. Minha equipe foi mal balanceada graças a
    minha jogabilidade voltada para lazer, e na época não tinha nenhum
    grande treinador que eu poderia recorrer a artifícios. Eu sabia que meu
    irmão tinha dois emblemas na minha frente quando tínhamos verificados um
    com o outro, então eu esperava que talvez ele me desse um ou dois
    empurrões.

    Agora, a coisa foi que passei as últimas 24 horas na
    casa de uma amiga. Eu tinha, literalmente, chegado em casa, jogado minha
    mochila no quarto, e ido para fora com meu GBA para jogar. Eu não tinha
    ideia do que ele tinha feito. Eu soube que ele tinha feito um jogo novo
    e... O que imaginei. Era tudo melhor para mim, uma vez que ele não
    precisaria dos Pokemons e eu tinha uma chance maior. Então me levantei e
    fui para casa, e quando eu estava atravessando a sala, notei que todos
    os jogos estavam no chão. Alguns cartuchos estavam destroçados, como se
    tivessem sido cortados por alguma coisa afiada. Até a antiga versão
    Blue, há muito tempo morta e sentimental demais para se jogar fora,
    estava quase dividida no meio, completamente inutilizável - mais ainda
    se estivesse funcionando.

    Fiquei um pouco assustada. Isso deveria
    ter acontecido esta manhã, caso contrário, nossa mãe teria visto e
    reclamaria sobre o tapete. Coloquei meu GBA no bolso e fui até o quarto
    do meu irmão, encontrando a porta destrancada. De alguma forma, isso foi
    ainda mais preocupante.

    Eu encontrei meu irmão sentado na beira
    da cama. As peças do seu GBA estavam aos seus pés, esmagadas. Ao lado da
    cama, estava um martelo e a tesoura de jardinagem da nossa mãe. Seu
    rosto estava mais pálido que eu já havia visto, mais pálido do que da
    vez que tínhamos ido até a rua, e um cego louco tinha perseguido ele com
    uma espingarda. Neste momento, notei o gameshark no chão e um cartucho
    prateado brilhando sobre sua cama. De alguma forma, eles tinham sido
    poupados da ira do martelo.

    - Você está bem? - perguntei. Lembro-me do calafrio que me percorreu. Ele era meu irmão mais novo, vê-lo assim foi horrível.

    -
    Foi horrível, - eu me lembro de sua voz rouca, e a forma como ela soou
    me fez estremecer. - Oh Deus. Branco por toda parte, depois preto...

    Lembro-me
    de tê-lo abraçado. E eu me lembro, seu braço caiu e foi de encontro ao
    Game Boy do meu bolso. Ele gritou de repente, bem no meu ouvido, me
    fazendo pular e morder minha língua por acidente. Ele o arrancou do meu
    bolso e o atirou na parede. Gritei e fui correndo buscá-lo, esperando
    não encontrá-lo amassado. A tela estava escura, e embora temesse o pior,
    quando liguei o interruptor, ele estava normal. Eu esperei lá no canto,
    tentando fingir que o GBA não importava o suficiente.

    O volume estava ligado.

    O
    tema de abertura começou, e ele gritou novamente, pegando o martelo.
    Dessa vez, eu também gritei, e sai correndo do quarto com o GBA agarrado
    ao meu corpo, como um escudo.

    Ele acabou na ala psique do
    hospital durante dois dias. Quando fomos visitá-lo, deixei meu GBA em
    casa. Ninguém conseguia descobrir o que havia deixado seu comportamento
    estranho. Houve uma conversa que eu não entendia na época, sobre algum
    tipo de transtorno que ele pode ou não ter tido, mas apesar da minha mãe
    e eu termos coletado e trazido todos os cartuchos para serem olhados (a
    ideia foi dela, não minha), ninguém tinha pensado em ligá-lo ao jogo...
    Talvez essa foi minha culpa. Eu não havia dito uma palavra sobre o que
    tinha acontecido quando ele, acidentalmente, tocou no meu Game Boy. Ou o
    terror cego e branco que ele tinha sido atirado quando a música
    começou.

    Em minha última visita ao hospital, antes das aulas, eu
    fui deixada sozinha no quarto com ele, quanto a minha mãe teve uma
    conversa privada com o médico sobre as precauções a serem tomadas, caso
    ocorra novamente. Eu sentei em uma cadeira ao lado da cama, ele estava
    olhando para o teto. De repente, ele sentou-se, fazendo-me estremecer.

    - Hey, - ele me disse - Angie. Vá no meu quarto quando você chegar em casa.

    Eu
    não entendi o que ele quis me dizer, e então lembrei das coisas que não
    tinhas nas malas... O jogo e os instrumentos de hack debaixo da cama.

    - Livre-se deles. Eu não quero tocar neles novamente.

    Sua
    voz estava cansada e desesperada... Ele parecia um velho em seu leito
    de morte. Meu pobre irmão estava com problemas... Como eu poderia
    recusar?

    - Promete que vai se livrar deles.

    - Tudo bem. Eu prometo.

    Pela
    tarde, eu estava saindo da escola. Eu mantive a promessa dele na minha
    cabeça o dia todo. Eu não sabia disso na época, mas esta seria a última
    vez que eu poderia desempenhar o papel de irmã mais velha e ajudá-lo. Eu
    só tinha que chegar em casa e me livrar desse jogo... Mas, do jeito que
    o dia foi, uma curiosidade doentia começou a passar pela minha cabeça. O
    que poderia ter acontecido nesse jogo para assustá-lo tanto? Eu estava
    assustada, eu mesma, mas eu tinha que saber. Eu tinha que fazer.

    Cheguei
    em casa e fui direto para seu quarto, decidindo descobrir que tipo de
    horror estava esperando por mim. Mamãe tinha limpado o quarto, o
    cartucho e o gameshartk não estavam mais visíveis. Eu me abaixei e
    rastejei debaixo da cama, sentindo-me tímida, mas segurando a promessa
    que fiz. Debaixo da cama havia poeira suficiente para me fazer tossir,
    legos antigos e vários outros brinquedos que eu não poderia definir
    apenas esbarrando com meus cotovelos. Mas finalmente vi dois objetos.
    Eles tinham sido empurrados para o canto, em cima de um caderno que
    parecia novo demais para estar aqui há muito tempo. Sem pensar, agarrei o
    canto do papel e arrastei tudo comigo, ainda ofegante da poeira.
    (Alergia.)

    Eles pareciam tão inocentes, brinquedos simples.
    Quando desvio a atenção para a versão Silver e o gameshark no chão,
    passei a olhar o caderno de anotações. Nele, foram rabiscados pelo menos
    vinte códigos diferentes, mas um tinha sido riscado com hidrocor sobre o
    local onde, inicialmente, tinha sido escrito com caneta. Isto foi
    confuso. Ele tinha tentado apagá-lo com o marcador, mas ele pressionou
    com tanta força que a tinta havia molhado a parte de trás. A caneta tem
    um jeito de furar ao redor, então eu peguei o caderno e inclinei a parte
    de trás na luz. O reflexo do hidrocor revelou alguns rabiscos que ele
    tinha escrito. O código era uma bagunça incompreensível de letras e
    números, e as palavras ao me deixaram ainda mais confusa.

    "Easter Egg - Snow on Mt. Silver"

    Lembrei-me
    do que ele tinha dito quando o encontrei... Ele ficou entusiasmado com
    branco, branco e em seguida, preto... Significaria neve? Mesmo que fosse
    Agosto e a temperatura continuasse subindo a "90 todos os dias (/nota
    de tradução: esse número está na escala fahrenheit, seria em torno de
    32.2º celsius), um arrepio percorreu minha espinha. Será que me
    atrevo...?

    Peguei tudo, levei para o meu quarto e deitei-me no
    tapete, ao lado dos meu próprio GBA. Por um longo tempo, eu apenas
    olhava para ele. Quanto mais eu olhava, mais o rosto do Lugia tornava-se
    maníaco... Como uma espécie de sorriso torcido, como se estivesse me
    desafiando a descobrir o que havia acontecido com meu irmão. Eu era uma
    garota de 14 anos. Será que eu realmente deveria arriscar a sorte e
    acabar como ele? Eu olhei para o Lugia por mais algum tempo.

    Eu tinha que ver.

    Retirei o Gold do meu GBA e encaixei o Silver no lugar. Levei quase 15 minutos para recompor e ligá-lo.

    Começou
    a funcionar normalmente. Deixei o som baixo, com medo do que poderia
    ouvir, e muito curiosa para seguir caminho. A tela do título estava
    normal, também. Lugia novamente, mas, de alguma forma, estava ameaçador -
    apesar do meu bom senso me dizer que era exatamente a mesma imagem.
    Como isso poderia ser ruim? Perguntei a mim mesma. Suas notas diziam
    Easter Egg. Quer dizer que estava programado no jogo?

    O menu
    veio... Absolutamente normal. Seu personagem era Blake, como dizia o
    pokedex... Mas o tempo era estranho. 999:99. Eu sabia que ele não
    poderia ter feito tanto tempo, eu mal tinha registrado 50 horas no meu
    próprio jogo e estava em E4. E eu estava jogando lentamente.
    Provavelmente são os hacks ferrando o arquivo, eu pensei. Bom, que seja
    então... O jogo iniciou, e a primeira coisa que notei foi a tela preta
    prolongada. Demorou quase um minuto e não mudou nada, e não havia nenhum
    som. Os cabelos na parte de trás do meu pescoço já estavam de pé, mas
    já era tarde demais para voltar atrás.

    Finalmente, um tipo de
    mapa veio na tela... Mas parecia estático. O que estava acontecendo?
    Olhei para baixo e percebi, com uma pontada terrível, que era realmente o
    mapa Mt. Silver... Mas o que eu achava ser estática era uma pesada
    tempestade de neve. Esse era o lugar que ele havia salvado seu jogo da
    última vez. Eu verifiquei sua party... Um time muito normal para alguém
    que estava usando gameshark: Typhlosion, Feraligatr, Meganium, Pidgeot,
    Tyranitar, Lugia, todos com nível 100... típico para ele. Algo sobre os
    sprites parecia... estranho. Eles pareciam irritados, de alguma forma.
    Suas cores pareciam desbotadas e suas expressões faltavam o vigor de
    costume. Pareciam faltar pixels ou coisas assim, talvez por causa dos
    hacks.

    O mapa parecia brilhar quando eu fechei o menu. Na
    verdade, a neve, de alguma forma, parecia cair fortemente; pixels
    dançavam pela tela tão rápido que foi difícil ver onde o sprite do meu
    irmão estava. Alguma coisa estava fora dele, também. Quando chequei as
    informações dele, seu sprite estava como os dos Pokemons; as cores eram
    sem vida. Na verdade, agora que eu pensava sobre isso, ele quase parecia
    congelado.

    Meu estômago apertou; eu me virei e tentei voltar
    para baixo da montanha. Quando fui a determinado local, algumas palavras
    apareceram, e lá estava, finalmente, um som - meu sprite começou a
    bater numa parede invisível.

    "Eu não posso mais voltar atrás."

    Isso era... Perturbador. Fui para meu Pokemon e tentei usar a habilidade "Fly" do Pidgeot.

    "Eu não posso voar aqui!" obviamente, se referia a neve.

    *** isso. Entrei em sua bag. Havia uma corda de escape, e tentei usá-la.

    "Eu não posso mais voltar atrás."

    O
    que estava acontecendo? Mais uma vez, tentei caminhar de volta para
    baixo da montanha, e para meu espanto, as palavras alternavam a cada
    tentativa.

    "Eu não posso fugir."

    "Eu não posso voltar para baixo."

    "Eu nunca poderei voltar."

    Esta
    última me congelou o coração. Não havia nenhuma maneira de retornar
    para baixo da montanha. Eu tinha que subir. Virando o sprite um pouco,
    eu o mudei para frente.

    Não havia nada, embora minha velocidade
    de caminhada estivesse estranhamente lenta. Realmente estranho foi a
    falta grama, de treinadores, não havia nada além da neve branca,
    tornando impossível ver qualquer coisa na tela. Como me movi para uma
    parte mais alta, sua velocidade de caminhada tornou-se ainda mais lenta.
    A cortina de pixels de estática tornou-se ainda mais espessa, e eu mal
    podia usar os recursos do mapa. Mas parece que a única forma de mudança é
    ir em frente mesmo. Eu alcancei um tipo de escadas na extremidade
    superior da tela. Não lembro disso estar lá antes. Como eu tentei me
    mover para cima, o sprite pausou.

    "Estou com frio".

    Eu
    havia ficado ainda mais arrepiada. Sua velocidade de caminhada se tornou
    dolorosamente lenta, como se alguma coisa estivesse impedindo. Ao subir
    a escada... Mais um texto na tela.

    "Meganium morreu."

    Que **** é essa, pensei. Pokemon não morrem nestes jogos. Ao verificar minha party, e fiquei assustada e confusa com o que vi.

    O
    sprite de Meganium tinha sido substituído por um X vermelho. Os outros
    Pokemons ostentavam diferentes graus de dano, embora eu não tivesse
    lutado. Eu fui na minha bag e encontrei um único Reviver, e tentei
    usá-lo.

    "É tarde demais", disse. Que tipo de Easter Egg é esse?

    Não havia mais o que fazer... Ao tentar dar a volta, as mensagens de antes voltaram. Então eu continuei andando para frente.

    "Pidgeot morreu."

    Eu
    verifiquei novamente... Com certeza, lá estava o pequeno X vermelho.
    Dessa vez eu selecionei ele, olhando para o Pokemon em si, tentando
    descobrir o que estava errado... Eu não deveria ter feito isso. O sprite
    foi mutilado; pedaços dele estavam ausentes. O que restou foi uma
    mancha azul-acinzentada, e seus olhos estavam num preto sólido. Ao
    verificar Meganium, estava do mesmo jeito; faltando uma perna, um pedaço
    do seu pescoço, a maioria de sua cabeça e os olhos pretos, mortos.

    A
    curiosidade mórbida me pedia para seguir em frente. Durante o tempo que
    caminhei, a estrada permanecia reta. Ao longo do caminho, de vez em
    quando, um outro Pokemon da parte "morria" e, ao analisar seu sprite,
    ele se mostrava na mesma condição que os outros. O que me restava era o
    Typhlosion. Em frente havia outra escada. Ao subí-la, me preparava para o
    horror que me esperava.

    Eu bati o cume.

    Ele estava deserto - Red estava longe de ser encontrado.

    A neve parou de cair.

    O
    centro do mapa era de algo fora da neve. Parecia uma pokebola. Ok,
    talvez esse horror todo fosse parte do clímax; a batalha final estava
    ali. Se eu a pegasse, talvez Red iria sair do esconderijo. Eu andei mais
    um pouco, examinando, e houve uma explosão de ruídos estáticos que me
    fez pular.

    O que apareceu na tela foi uma animação de batalha. O
    sprite do meu treinador, a pele tingida de azul... Contra outro Pokemon
    desconfigurado.

    Era Celebi.

    No centro do um buraco negro
    que parecia seu olho, um único ponto vermelho queimava como uma brasa.
    Parecia algo podre. Eu nem tinha movido meu Typhlosion para fora.

    "Celebi usou Perish Song".

    Um
    grito saiu do meu GBA, e eu quase o deixei cair enquanto a tela ficava
    branca. Uma parte de mim ficou aliviada, pensando que, se meu Pokemon
    final foi KO, eu seria transportada para um Centro Pokemon... Mas eu
    estava errada. Meu sprite reapareceu num tipo de caverna; estava agora
    dentro da montanha? Eu verifiquei meu cartão de treinador e me senti
    mal. O sprite havia sido atacado, como um Pokemon, e agora estava sem
    uma perna. Um único olho restante, escuro como a noite e um olhar tão
    triste, com lágrimas no canto... E todas as cores dele haviam sido
    substituídas por aqueles tons de gelados de azul e cinza. Cada stat no
    cartão foi reduzido a 0, com exceção do tempo, que continuava 999:99.

    Eu
    rapidamente voltei ao mapa. Seu sprite imitava o horror que estava em
    seu cartão de treinador; peças estavam em falta, tudo estava
    descolorido. Eu tentei andar, mas no começo recebi uma mensagem.

    "É tão frio."

    Havia
    apenas uma direção para ir: para cima. Eu segui em frente, e de vez em
    quando era interrompida por mensagens que faziam meu coração afundar
    mais e mais.

    "Mãe..."

    "É tão frio..."

    "Eu não posso continuar..."

    Quanto mais eu andava, mais tornava-se escuro, até que tudo estava completamente preto.

    Havia uma saída lá, marcada apenas por um contorno branco. Eu não tinha escolha senão atravessá-la.

    Era
    um tipo de quarto, também branco sólido... A única maneira de
    distinguir as paredes era por uma linha cinza e fina que marcava como
    separado do chão. Contra a parede oposta, havia um outro objeto. O
    sprite de Red. Intacto. Eu tinha chegado tão longe, eu precisava acabar
    com isso. Eu andei até ele e pressionei A.

    "..."

    Uma batalha começou.

    O
    sprite de Red não tinha nenhuma das minhas deformidades. Suas cores
    também eram azuis e cinzas, mas ele estava intacto. Ele apenas olhou...
    Extremamente triste. Seu primeiro Pokemon saiu; Venusaur. Era exatamente
    como deveria ser, mas no nível 0, com pouca saúde. Mandei Typlosion,
    que tinha apenas 6 pontos de vida. Não houve nenhum tipo de som quando
    eles foram trazidos para a batalha.

    "Venusaur usou Struggle!"

    Não houve animação, apenas um único ponto de dano causado a Typhlosion e, em seguida, o sprite adversário caiu.

    "Venusaur morreu!"

    Não houve nenhum texto me pedindo para mudar. Em vez disso, era o que considerei um diálogo de Red.

    "..."

    Seu
    próximo Pokemon foi Blastoise, ainda mais desconfigurado que tinha sido
    Venusaur. Ele também lutou e morreu. Após cada rodada, havia um
    sinistro "..." do treinador. Cada sprite aparecia mais desconfigurado
    que o anterior; seu Espeon mal parecia um Pokemon. Eu percebi que ele os
    mandava fora de ordem, e que salvou um Pokemon para último...

    Um
    Pikachu foi chamado, e ele era grotesco. Também era descolorido, como
    se estivesse congelado. Estava faltando uma orelha, metade do seu corpo e
    a cauda; a cabeça estava intacta na maior parte, mas seus olhos eram
    muito maiores que o normal, e olhava para mim como janelas para o
    inferno. Mas o que me deixava mais desconfortável era o sorriso gigante
    que se estendia até as bordas de sua cabeça. Minhas mãos tremiam. Eu não
    tive a oportunidade de atacar.

    "Pikachu usou Pain Split."

    "Pikachu morreu! Typhlosion morreu! "

    Algo
    cortou a imagem do sprite do Red, e agora ele parecia como o meu. Seu
    corpo estava tão massacrado que parecia um cadáver despojado. Tinha os
    mesmos olhos desalmados do Pikachu.

    Eu finalmente entendi o que aconteceu. Eles foram mortos. Eles foram mortos, e este subnível da montanha era como o inferno.

    Red finalmente falou.

    "Acabou."

    A tela piscava em preto e branco durante algum tempo.

    "Usado Destiny Bond!"

    Um
    horrível gritou ecoou do meu GBA. A tela ficou branca e gritando para
    mim, eu o joguei no chão e apertei minhas costas contra a cama. O
    barulho horrível continuou por bastante tempo, enquanto a tela ficava
    branca.

    Então escureceu.

    Então houve um silêncio.

    Levei
    alguns minutos, mas finalmente me levantei. Peguei o gameshark e o
    caderno de anotações. Tomei essa droga de jogo possuído. Peguei todos
    tudo e fui levá-los até o lixo, como já havíamos estabelecido ao coletor
    levá-lo pela manhã. No final da longa e enrolada calçada... Joguei
    dentro. Quando voltei para casa, eu não sei o que me fez fazer isto, mas
    eu peguei a versão Yellow e inseri no meu Game Boy. Acho que parte mim
    queria se certificar que não tinha sido contaminada também.

    A
    música começou. O jogo iniciado. Virei-me para meu Pikachu e pressionei
    A. Seu rosto feliz cumprimentou-me com um grande sorriso, pixelizado. Um
    sorriso agradável e normal. Retirei o jogo, e passei a próxima hora
    chorando no chão. Meu irmão e eu nunca jogamos Pokemon juntos novamente -
    ele desistiu de vez. Eu continuei a repetir meu conforto: jogos sem
    hack.

    Naquele inverno, a neve caía espessa.


    Opnião sobre a história: Sabe, essa Creepy parece realmente ser bem real, pois existe alguns hacks que causam isso no jogo e desmaterializão os pixels que há neles, como essa parte do jogo nunca foi programada, pois o real criador dos games de pokémon não fazia a menor idéia de que eles existiam, e possívelmente esses instrumentos de hack funcionam errado em conjunto do GameShark, que quando se joga por muito tempo, acaba estragando o cartucho. Eu possívelmente acredito nessa história.
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    Re: CreepyPasta Matéria #010 Easter Egg Snow on Mr.Silver

    Mensagem por Slip+ em Seg Jan 02, 2012 1:26 pm

    Ahh eu me lembro, eu já lí essa creepy em algum lugar. Realmente parece ser bem real, muito legal, essa é uma das melhores que eu já lí até hoje!
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    Re: CreepyPasta Matéria #010 Easter Egg Snow on Mr.Silver

    Mensagem por ~Aether em Seg Jan 02, 2012 1:29 pm

    Bem, como eu disse na outra matéria;

    Faltou uma introdução. Você precisa descrever alguns aspectos da Creppy e falar sobre alguma coisa dela.


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    Re: CreepyPasta Matéria #010 Easter Egg Snow on Mr.Silver

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